quinta-feira, 26 de julho de 2007

A interação da internet 2.0 e a literatura online
Nós somos leitores da era digital. Esse é um fato. Eu, como escritor da era digital, busco caracteristicas e ferramentas que me auxiliem como tal.
Os mecânismos que estão a disposição, gadgets (dispositivos) que possibilitam inumeras interações no blog, formam a brigada de frente para que você leitor desfrute de uma leitura prazerosa e divertida. Soube de programas (não sei ao certo como funcionam) que diminuem o reflexo da tela para a leitura online e não emitem luz (evitando esforço da retina). Isso é ótimo. Espero que o Blogger absorva novas funções. O que eu pretendo, é passar uma boa qualidade literaria (me esforço muito para isso) e associar a leitura com as sensações da imagem, do video e da musica, E assim caminha o nosso futuro e aos poucos vou enlaçar por aqui esses formatos. O que me impede de maior rapidez é justamente meu computador (essa lata velha). Mas nada é impossivel, apenas mais lento. Sei que corro ao contrario, pois a Web 2.0 já está ai e ela é veloz. Bom, no minímo, espero lhes passar qualidade, criatividade e boas histórias, pois ler e conhecer situações que podem pertencer a qualquer pessoa, por mais irreal que seja, você há de concordar comigo: É O MAIOR BARATO!
Sobre o terrorismo literário.
Você viu o que pode acontecer com um fenômeno literario de massas quando jogado na rede, quando abriu os jornais ou viu em qualquer comunidade antenada do orkut essa semana. Harry Potter em seu último livro, sua última aventura, após dez anos, sucumbiu literalmente as facilidades da internet. É injusto? Na minha opinião, não.A autora do livro nunca vai ser esquecida, ninguém vai assumir a autoria do livro no lugar dela. É leitura de massa, portanto, as vendas previstas não vão diminuir. É a tendência natural da literatura abraçar de vez o seu computador. É o maior pontapé para os E-books invadirem seu lar. Você vai começar a montar sua biblioteca virtual e tenho certeza absoluta, que se você já tem o costume maravilhoso da leitura, não vai abandonar um bom livro de papel, com cheiro e textura caracteristicos. E tomára, quem não tem o hábito, vai se interessar mais. Mas nem é o pobre Harry que vai decidir isso. Foi só um exemplo. O que dá um pouco de medo é a capacidade humana de as pessoas serem desumanas! Aqui estou, me esforçando, conquistando alguns leitores e progredindo e suando por boas estórias e sem cerimônias existe um ser sabe-se lá de onde e Ctrl + c, Ctrl + v, excluindo justamente o autor e pouco se lixando se vai dar o crédito ou não. Parece loucura, mas existe. Existe e é o maior problema, para um blogueiro por exemplo. Que meus contos voem nos quatro cantos livremente, mas ao menos voe meu nome anexado e um dia alguém intreressado possa vir e me perguntar:
- Sérgio, de que mundo você retirou essa história? Parabéns!
- Obrigado, muito obrigado! Quer um autógrafo?
Abraços!
Sérgio Ferrari

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Elementar, meu caro elemento. [Poemas modernos]

Olá pessoas. Eis que, lhes apresento uma série de poemas modernistas, de linguagem rápida e toques de irônia na concepção das entrelinhas. Nada que gere reflexão. Apenas para descontrair e trabalhar com os quatro elementos básicos do nosso planeta: terra, água, fogo e ar; mais um quinto elemento (que não é o Capitão Planeta), mas varia na discussão das pessoas, eu considero a alma. Leitura ligeira, versos sem rima, mas de qualidade! Drops de poemas que criei há alguns anos.
Ânimo e bom apetite!

1º Elemento - Terra

"Vergonha"
A sombra que fiz
Sobre a terra descoberta
Era sombra de homem nú.
Sem pudor, sem temor.
O pedaço de terra
Conforta minha sombra
Fomos feitos sob medida
Na medida do possível
A terra me aceita
Aqui, nú, sem temor
No quintal de casa
Em frente ao portão.
(Sérgio Ferrari)

1º Elemento - Terra

"Ou concreto, ou terra"
Se toda terra fosse pura
Terra sem dono
Terra de foras da lei
Terra de concreto
Se toda terra pisamos
Terra que repartimos
Comemos terra
Até empapuçar
O pó que levanta
Se toda terra batemos
O pó que levanta
Não levanta mais
Concreto de terra.
(Sérgio Ferrari)

1º Elemento - Terra

" A repetitiva redundância de ciclo da terra"
Terra
preta
terra
barro
terra
areia
terra
mato
Terra
velha
terra
nova
terra
plana
terra
cova
Terra
pisa
terra
deita
terra
dorme
terra
cheira
Preta
velha
pisa
barro
cova
plana
cheira
mato
dorme
deita
areia
nova
terra
berra
se
renova.
(Sérgio Ferrari)

2º Elemento - Água

"Fonte mágica da fábrica de sujeira"
Abrindo as portas de ferro
Noto o movimento
Os azulejos brancos
O chão cinzento
A grande fonte de marfim
Várias fontes
A minha é mágica
Parece quebrada
Mas o barulho do gotejar
Água pura e cristalina.
Escorre gostosa
Gelada e refrescante
Ai, que sede!
Minha fonte
Quero beber essa delicia!
Que sai desse fétido esgoto.
Cheio de ratos mortos boiando.
Hummmmmm!
(Sérgio Ferrari)

3º Elemento - Fogo

"Inebriante"
Degusto meu vinho.
O luar ao lado da lareira,
Onde nestas quentes brasas
O fogo se atiça.
Tarde da noite.
O vinho esta rebelde.
Se agita em minha mão.
Ouço uma suave canção.
Mais uma boa dose.
Mais e mais...
A grande mão de fogo
Salta em chamas da lareira
Agarra meu copo
Eu sinto queimar
Eu caio nas chamas
Degusto meu vinho...
Flambado!
(Sérgio Ferrari)

4º Elemento - Ar

"Leve e solto"
Papel moeda que bóia pelo ar
Para
mim
tem
um
destino.
Cair
no
mictório
para
alguém
u
r
i
n
a
r
.
(Sérgio Ferrari)

4º Elemento - Ar

"Pulmão irresponsável numa tarefa indispensável"
Preciso respir Ar
Para não me sufoc Ar
Tenho que lembr Ar
Dê ao menos tent Ar
Para depois não fic Ar
Roxo e sem Ar
(Sérgio Ferrari)

5º Elemento - Alma

"O irônico desabafo de amor do fantasma para sua esposa, através de um mediúnico comedor de letras na folha"
Sim, agora vejo.
Minha amada adentrou o recinto.
Tenho que segurar o meu tinto.
Indaguei: - Quer vinho?
Ela disse: - Quero é tinto.
Que mulher casta. - Jura?
Te admiro, seu grande teito.
Me deleito, te chamo tuta.
Óh tuta, só minha tuta.
Não me trovoque jamais,
Também não me deixe atrás.
Não agüento, não mais.
Me invoca, te chamo... Tuta!
Desisto. Não merece...
O coração rasgado que me deste.
Sim, me matei.
Ai, se tudesse voltar.
É uma tena que o mediúnico
Que vos escreve assim
Coma de cacoete,
A torra da letra
Que falta para mim.
(Sérgio Ferrari)